
A invenção de uma camisa com partes destacáveis para evitar os agarrões comuns em um jogo de futebol foi o primeiro passo. A iniciativa do treinador Ivani dos Santos Leal refletiu em mais uma possibilidade: o fim da violência. Surgiu então o futebol show, que está ganhando cada vez mais adeptos por todo o Brasil.
O intuito dessa prática, que surgiu há sete anos é realizar um futebol livre de violência, combatendo o antijogo, que inclui os agarrões e a violência dentro e fora dos estádios. O primeiro objetivo de certa forma deu mais do que certo, pois os jogadores absorveram a mensagem e deixaram de praticar os agarrões e a violência de uma forma geral.
Entrevista: Márcio Côgo se entusiasma ao falar do futebol show
O segundo objetivo, que é resgatar a arte e a beleza do futebol é o desafio que está sob os cuidados do supervisor Márcio Côgo. Para levar a empreitada adiante, Márcio teve de implantar e adaptar regras para doutrinar os jogadores que formaram os primeiros times em Vargem Pequena, zona oeste do Rio de Janeiro. Essas regras fogem do padrão existente hoje, em que o gol é o mais importante.
“O projeto futebol show cresceu com a criação da camisa, pois para demonstrar um produto novo, precisávamos doutrinar nossos jogadores para esta nova filosofia. Tal iniciativa foi como se “descobríssemos a pólvora”, pois até hoje não houve quem tenha apresentado a solução para a violência no futebol.” Ressalta Côgo.
No futebol show funciona um esquema de pontuação, onde o gol vale um ponto, o sistema tático dois pontos, e cada jogada bonita três pontos. Obviamente, vence o time que realizar o melhor desempenho em campo elevando o número da pontuação. Ou seja, nesse projeto a intenção é valorizar a partida com um futebol limpo e jogadas emocionantes.
Além de tudo, essa nova modalidade esportiva está se tornando o primeiro museu vivo ao prestar homenagem a grandes personalidades do passado, como o rei Pele, o Garrincha, o Jairzinho, entre muitos outros que fizeram brilhantes performances e encheram e enchem o Brasil de orgulho.
Mas, o futebol show, futebol sem violência também vem alcançando outras metas. É a geração de empregos tanto para técnico de futebol quanto para preparador físico, fisioterapeuta, fisiologista, psicólogo e várias outras profissões que giram em torno do esporte.
O projeto conta hoje com dois núcleos, um situado em Vargem Pequena (RJ) e o outro em Maricá (RJ), e possui quatro times. Aliás, já foram realizados mais de dez eventos e em todo esse tempo não ocorreu sequer uma contusão. Sem contar que diante disso, o treinador Ivani Leal e sua equipe conquistaram a junção de: esporte, arte e cidadania.
A estudante de educação física e também torcedora dessa nova modalidade, Carla Cunha, comenta que essa nova modalidade merece ser de fato bem reconhecida. “Espero que o projeto dê super certo, que evolua cada vez mais e que as pessoas tomem importância da arte no futebol, pois o bom é poder ver um jogo bonito, o que raramente acontece no futebol tradicional de hoje, principalmente por causa da violência.”

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